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Outubro rosa, câncer e atividade física

Outubro Rosa

 

Hoje nosso post sai um pouco do padrão para falar sobre esta campanha extremamente importante e mostrar também sua relação com a atividade física.

Primeiro, vamos entender um pouco mais sobre o câncer de mama.

 

 

O câncer de mama

 

câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente.

 

O que ocorre é o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários.

 

Esse é o tipo de câncer é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

A proporção em homens e mulheres é de 1:100 – ou seja, para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem terá a doença.

 

No Brasil, o Ministério da Saúde estima 52.680 casos novos em um ano, portanto, um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia, cerca de uma a cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos de idade.

 

Segundo o INCA, é que represente, em 2016, 28,1% do total dos cânceres da mulher.

Fonte: Site minha vida – Dr. Gustavo de Assis Gobetti – Oncologista

 

 

A campanha – O OUTUBRO ROSA

 

 

sobreviventes outubro rosa

 


 

 

O que é o Outubro Rosa?

 

É uma campanha anual mundial que ocorre em outubro, envolvendo milhares de organizações, com a finalidade de destacar a importância da conscientização, educação e pesquisa do câncer de mama.

 

Durante o Mês da Conscientização do Câncer de Mama, a campanha visa envolver o maior número possível de pessoas na conscientização e com isso, aumentar os fundos para ajudar a apoiar as pesquisas e suporte para melhorar a vida das pessoas com câncer.

 

 

História do Outubro Rosa:

 

A NBCAM (Mês nacional de combate ao câncer de mama, na sigla em Inglês), foi fundada em 1985 em outubro, nos Estados Unidos, de uma parceria entre a American Cancer Society e a divisão farmacêutica da Imperial Chemical Industries (agora parte da Astra-Zeneca, produtora de vários medicamentos contra o câncer de mama).

 

O objetivo da NBCAM, desde o início, tem sido promover a mamografia como a arma mais eficaz na luta contra o câncer de mama.

 

Em 1993, Evelyn Lauder, vice-presidente sênior de empresas da Estée Lauder Companies, fundou a Breast Cancer Research Foundation e estabeleceu a fita rosa como seu símbolo.

 

Embora não tenha sido a primeira vez que a fita foi usada para simbolizar o câncer de mama:

 

Anteriormente, Charlotte Haley, uma californiana, cuja irmã, filha e neta tiveram câncer de mama, distribuiu fitas cor de pêssego para chamar a atenção para o que ela considerava um financiamento inadequado para pesquisas.

 

No outono de 1991, a Fundação Susan G. Komen também havia distribuído fitas cor de rosa para os participantes de sua corrida pela cidade de Nova York por sobreviventes de câncer de mama.

 

Em 2010, a Delta Air Lines pintou o N845MH, um Boeing 767-432ER com as cores da “Breast Cancer Research Foundation”.

 

Em setembro de 2015, uma versão mais recente da pintura foi redesenhada no mesmo avião.

 

 

Os esportes e a campanha Outubro Rosa:

 

O esporte mais emblemático ao apoiar a campanha, com absoluta certeza é o futebol americano.

 

Desde 2009, a NFL pinta seus campos, laterais e veste os jogadores com o cor-de-rosa em todo mês de outubro para aumentar a conscientização e os fundos para exames e educação sobre o câncer de mama em conjunto com a American Cancer Society.

 

Logicamente é algo promocional, e muita gente parece torcer contra, o que discordamos, afinal ter o esporte de maior audiência ao seu lado, no país mais rico do mundo, não deveria ser considerado uma fraqueza.

 

Porém, desde que a filha um atleta da liga necessitou de apoio para um neuroblastoma, a NFL resolveu mudar sua estratégia e aumentar o apoio a outros tipos de câncer.

 

As equipes foram informadas então, no início de 2017 em uma teleconferência da liga que cada clube escolherá sua própria causa de câncer para apoiar durante uma janela de três semanas em outubro.

 

 

nfl outubro rosa


 

Enfim, diversos outros esportes já apoiaram a campanha em diversos lugares do mundo, inclusive alguns dos maiores clubes de diversos esportes do mundo, como:

 

  • Barcelona – futebol
  • Juventus – futebol
  • Charlton – futebol
  • Chivas – futebol
  • Ospreys – Rugby
  • Clippers – Hockey
  • Rouch Fenway – NASCAR

 

A campanha chegou tardiamente ao Brasil, porém praticamente todos os clubes do brasileirão fizeram, à sua maneira, sua campanha.

 

Inclusive eu que vos escrevo estive presente em uma das campanhas, em 2016, na campanha do título brasileiro, usamos meias rosas durante o mês de Outubro.

 

Outurbo rosa curitiba

Curitiba rugby – foto: Susi Seitz

 


 

Exercícios físicos e o câncer (não apenas o de mama)

 

Com informações da France Presse de 2012

Atividades físicas adequadas permitem reduzir em 50% o risco de retorno do câncer de mama, colo e próstata, segundo o oncologista Thierry Bouillet.

 

Fundador da CAMI (câncer, artes marciais e informação), a rede nacional francesa que utiliza os esportes no combate ao câncer, o doutor Bouillet insiste em sua mensagem: “os estudos mostram que há benefício, qualquer que seja o prognóstico”.

 

O doutor Bouillet cita os três tipos de câncer mais sensíveis à atividade física – mama (como evidenciam 8 estudos), colo (3 estudos) e próstata (2 estudos) – mas destaca que o exercício precisa ser suficientemente intenso.

 

“A insulina, os estrógenos e a leptina, que são fatores de crescimento do câncer, só baixam a partir de um certo nível de intensidade”, que não é o mesmo para os três tipos de câncer, disse Bouillet.

 

Para o câncer de mama, o limite equivale a cerca de três horas de caminhada rápida por semana, mas para colo e próstata “é o dobro”.

 

Outra questão é que os resultados só surgem entre 6 a 12 meses após o início da atividade física.

 

É claro que propor um programa a pacientes esgotados pelo câncer não é uma tarefa fácil. “Tivemos que buscar motivações, estruturas para dar aos pacientes o desejo de praticar um esporte”, diz o doutor Bouillet, autor do livro “Esporte e Câncer”.

 

Bouillet iniciou o CAMI em 2000, com a ajuda de Jean-Marc Descotes, ex-atleta de alto nível, para tratar da fadiga dos pacientes.

 

Ao prescrever atividades físicas cada vez mais variadas (dança, patinação, circo) sob a supervisão de monitores capacitados, o CAMI superou todas as expectativas. “Pedimos aos pacientes que fizessem alguns anos, mas a maioria continuou” praticando esporte.

 

Os pacientes pagam entre 20 e 120 euros por ano ao CAMI, que também é financiado por doações e subvenções públicas e privadas.

 

O CAMI defende agora a criação do primeiro curso de graduação “Esporte e câncer”, na Universidade Paris 13, “já que precisamos educar os médicos, que seguem muito reativos a prescrever o esporte”, diz o doutor Bouillet.

 

“Se apenas 30% dos pacientes com câncer praticassem um esporte, a assistência social conseguiria poupar 600 milhões de euros, apenas com medicamentos, sem contar as licenças médicas”.

 

 

Quanto exercício?

 

Quanta atividade física é necessária para reduzir o risco de câncer de mama?

A American Cancer Society recomenda 150 minutos (2,5 horas) de atividade física por semana para reduzir o risco geral de câncer.

 

Você não precisa fazer exercícios intensos para diminuir o risco de câncer de mama.

 

Atividade igual a caminhar 30 minutos por dia pode reduzir o risco em cerca de 3%.

 

Como o exercício afeta o risco de câncer de mama?

 

O exercício pode ajudar com o controle de peso. Ser magro reduz o risco de câncer de mama após a menopausa.

 

Níveis mais altos de estrogênio em mulheres aumentam o risco de câncer de mama.

 

Ser ativo pode diminuir os níveis de estrogênio.

 

O exercício também pode impulsionar o sistema imunológico do corpo para ajudar a matar ou retardar o crescimento de células cancerígenas.

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